Exames de imagem em Nefrologia

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Exames de imagem em Nefrologia

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A avaliação da função renal pode ser complementada com exames de imagem. A escolha específica varia conforme a condição individual de cada paciente. Isso fica evidente se supormos que um exame de ultrassom seria a avaliação inicial na hipótese de litíase renal (pedra no rim). Contudo no caso de um tumor ou abscesso renal, outro exame como a cintilografia renal , seria de grande ajuda para avaliarmos a funcionalidade proporcional desse rim em caso de necessidade cirúrgica.

 

Mas como o seu nefrologista pode identificar o melhor exame? Para isso, consideramos que a informação que obtemos de qualquer exame, seja ele laboratorial ou de imagem, depende da probabilidade pré-teste. Isto é, a chance de encontrarmos alguma alteração em uma tomografia de abdome de um paciente com história de pedra no rim direito é maior do que realizarmos o mesmo exame em um paciente assintomático.

 

Este artigo traz alguns exemplos das patologias que podem ser encontradas nas diversas modalidades de exames complemetares renais. Alguns mais sofisticados, outros dependente da interpretação do especialista e  aqueles que necessitam da injeção de meios que permitem a interpretação, como os contrastes e os radiofármacos.

 

Embora as opções sejam amplas, para elucidar questões objetivas é fundamental a escolha correta do exame.

 

Radiografia simples

A radiografia normalmente não é útil na avaliação dos distúrbios do trato urinário. Algumas vezes, radiografias são usadas para monitorar a posição e o crescimento dos cálculos renais.

Ultrassonografia

Ultrassonografia é uma técnica de imagem útil porque ela

  • Não requer o uso de radiação ionizante nem de agentes de contraste intravenosos radiopacos (que às vezes podem lesar os rins)
  • Não é cara
  • Mostra as imagens durante a sua captura, de modo que o técnico pode obter imagens adicionais, se necessário

A ultrassonografia é comumente usada para obter imagens de cálculos, inchaços ou dilatações e massas (protuberâncias) no trato urinário, como nos rins, bexiga, escroto e testículos, pênis e uretra. A ultrassonografia também pode ser usada para procurar bloqueios nos rins ou bexiga, determinar se a bexiga retém urina depois da micção, determinar o tamanho da glândula prostática e fornecer imagens que ajudem a guiar para onde obter amostras para biópsias da próstata ou rim. A ultrassonografia com Doppler forma imagens analisando ondas de som refletidas. A ultrassonografia com Doppler fornece informações sobre o fluxo sanguíneo, que ajudam os médicos a determinar a causa da disfunção erétil e dos distúrbios testiculares, como torção testicular e epididimite.

Tomografia computadorizada

A tomografia computadorizada (TC) fornece imagens do trato urinário e das estruturas que o rodeiam. A angiografia por TC, uma alternativa menos invasiva do que a angiografia convencional, é útil para avaliar muitas doenças do trato urinário. Um contraste radiopaco é muitas vezes administrado na veia (por via intravenosa). Depois de administrar o contraste, as imagens são registradas imediatamente para obter mais detalhes sobre os rins e, muitas vezes, 10 minutos depois, para obter mais detalhes sobre os canais que levam a urina dos rins para a bexiga (ureteres). As desvantagens da TC incluem exposição a quantidades significativas de radiação ionizante e, quando contraste radiopaco é administrado, risco de lesão renal e de reações tipo alérgicas.

Imagem por ressonância magnética

A ressonância magnética, assim como a TC, fornece imagens do trato urinário e das estruturas que o rodeiam. Ao contrário da TC, a RM não envolve a exposição à radiação ionizante. A RM pode ser usada para obter imagens de veias sanguíneas (denominada angiografia por ressonância nuclear magnética, ARNM). Para alguns distúrbios, a RM fornece mais detalhes do que a TC. Contudo, a RM não fornece muitas informações úteis sobre cálculos no trato urinário. Uso de contraste radiopaco intravenoso fornece mais detalhes. Contudo, o contraste radiopaco frequentemente não pode ser usado em pessoas com função renal deficiente; porque, apesar de raro, nessas pessoas o agente de contraste pode causar um distúrbio sério e irreversível chamado fibrose sistêmica nefrogênica, que afeta a pele e outros órgãos.

Urografia intravenosa

A urografia intravenosa (IVU, também chamada de pielografia intravenosa ou IVP) utiliza um agente de contraste radiopaco administrado na veia para fornecer uma imagem de radiografia dos rins, ureteres e bexiga. Atualmente é realizada com pouca frequência. Em geral, no lugar deste exame é realizada uma TC com contraste radiopaco.

Urografia retrógrada

Na urografia retrógrada, o agente de contraste radiopaco é introduzido diretamente nos ureteres ou nos túbulos de coleta do rim através da bexiga. Este procedimento é geralmente realizado durante a cistoscopia ou outro procedimento urológico de rotina como ureteroscopia (inserção de um cateter nos ureteres) ou colocação de um stent no ureter ou rim. O trato urinário pode ser examinado, incluindo as partes do rim pelas quais a urina drena. Uma urografia retrógrada pode ser feita para diagnosticar cicatrizes, tumores ou conexões anormais entre partes do trato urinário e outras estruturas (fístulas). A urografia retrógrada pode ser feita se não for possível administrar o contraste radiopaco (por exemplo, se a função renal estiver ruim).

Urografia anterógrada percutânea

Na urografia anterógrada percutânea, o agente de contraste radiopaco é introduzido diretamente nas partes do rim pelas quais a urina drena, através de uma abertura nas costas (chamada uma abertura de nefrostomia). Este teste pode ser realizado se a urografia retrógrada não puder ser feita (por exemplo, se a via de inserção do instrumento estiver bloqueada) ou se a pessoa já tiver um tubo de nefrostomia implantado para tratar uma doença como um tumor ou cálculo que estiver bloqueando o trato urinário.

Cistografia ou cistouretrografia

cistografia é qualquer teste que capture imagens da bexiga após a introdução de um agente de contraste radiopaco na bexiga (por exemplo, através de um cistoscópio ou cateter na uretra). A cistografia é usada mais comumente para detectar um orifício na bexiga, que poderia ocorrer depois de uma lesão ou cirurgia.

Na uretrocistografia, um agente de contraste radiopaco é injetado através da uretra na bexiga. Este procedimento é usado para identificar anormalidades na uretra, como cicatrizes ou laceração resultantes de uma lesão. Quando os filmes de radiografia da bexiga e da uretra são tirados durante e imediatamente após a micção, o estudo é chamado de uretrocistografia de esvaziamento. Esta variação é usada para avaliar se as válvulas que evitam que a urina suba da bexiga para os ureteres durante a micção estão funcionando adequadamente (afastar a doença do Refluxo Vesico-Ureteral) e para detectar anormalidades, como estreitamentos, que afetem a parte posterior da uretra (a parte mais próxima da bexiga).

Exame por radionuclídeo

O exame por radionuclídeo dos rins é uma técnica de imagem que conta com a detecção de pequenas quantidades de radiação por uma câmera especial de raios gama após a injeção de um elemento químico radioativo. Este procedimento é mais comumente usado para avaliar o fluxo sanguíneo do rim, detectar cicatrizes renais e avaliar a excreção urinária.

Angiografia

A angiografia (por vezes, chamada angiografia convencional para ser diferenciada da angiografia por TC e da angiografia por ressonância nuclear magnética) envolve injetar um agente de contraste radiopaco diretamente em uma artéria. Em pessoas com distúrbios do trato urinário, este teste é usado porque pode ser combinado com tratamentos que reparam vasos sanguíneos afetados por certos distúrbios, como hemorragia grave ou conexões anormais entre vasos sanguíneos (fístulas vasculares). As complicações da angiografia podem incluir lesão às artérias injetadas e aos órgãos vizinhos, hemorragia e reações aos agentes de contraste radiopacos.

 

Dra. Roberta Pascotto
Dra. Roberta Pascotto
Dra. Roberta Pascotto é médica graduada na Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP), pós-graduada em Nefrologia Pediátrica pela Universidade Federal de São Paulo UNIFESP desde 2007. Atualmente é responsável pelo Departamento de Diálise Pediátrica da Santa Casa de Maringá, médica nefropediatra no Hospital Santa Rita, presta atendimento à seus pacientes na Clinica do Rim e responsável pelo ambulatório de nefrologia pediátrica do Departamento de Medicina da UNINGA. Dedica-se á profissão desde 2003, buscando constante aperfeiçoamento e conhecimento na sua área de atuação. A carreira acadêmica, o contato direto com seus pacientes e o dia a dia do setor de diálise trouxeram anos de expertise e vivência clinica, e uma linda história de sucesso profissional.

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